Adormeci com a almofada molhada de tanto chorar. Adormeci exausta e sem força para continuar. Perdi a força, até mesmo para continuar a chorar por ti. Às vezes penso que é inútil deambular pelas ruas, pelo Mundo, pela vida, por sentir a falta de alguém. Uns vão porque o relógio por cima das suas cabeças lhes dita que é hora de começar uma nova vida, longe (ou perto) daqui; outros fazem-no sem aparente explicação. Vão porque lhes apetece, porque não se sentem felizes ou até mesmo por uma qualquer espécie de egoísmo e desrespeito. Cortam diálogos, olhares… cortam amores e vidas. Cortam o Mundo à sua volta ou cortam mesmo o Mundo de alguém. Tu foste porque alguém decidiu que tinhas de ir, que o relógio em cima da tua cabeça marcava a hora exacta para começares de novo. Nunca entendi muito bem este tipo de coisas mas também nunca o tentei fazer de uma forma mais séria. Sinceramente acho que não quero.
Deixei que a raiva se apoderasse de mim durante a última temporada. Diurna, nocturna, crescente, calma, ponderada, forte, incessante. Por mais irracional que eu seja, por mais objectivos que tenha, por mais sucesso que queira, tu não me deixaste continuar a ser quem era e transformaste-me. Amo mais, sinto mais, dou mais valor, sorrio mais e sinto mais raiva. Achei que só me tinhas trazido coisas boas e se calhar acertei. Já escrevi umas centenas de livros na minha mente. Deixei o final de cada um deles em aberto para que fosses tu a escrevê-lo.
O Mundo olha-te, admira-te. O Mundo não te conhece mas eu conheço. O Mundo passa por ti, mas não gira à tua volta embora seja isso que tu tanto ambicionas. O Mundo fala-te, sorri-te, ama-te erradamente (ou talvez tu julgues que ele te ame). Eu não te olho, não te admiro, não te falo, não te sorrio e não te Amo. Mas Amo-me e é assim que está certo.
« Quem vive não escreve e quem escreve não tem tempo para viver. » - Preciso de escrever para sentir qe a vida não passa por mim em vão.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Eu não
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sonhos
Hoje, apetece-me escrever sobre sonhos. Já o fiz várias vezes, mesmo que na minha mente. Agora, deambulo em pensamentos sobre sonhos, filosofias de vida, razões e pessoas que aparecem e desaparecem, mas que de alguma forma e por algum motivo nos arrancaram sorrisos. Acho que todos nós nos enchemos de sonhos. Criamo-los, fazemo-los crescerem em nós e chegamos até, em algum momento da nossa vida, a acreditar neles. Depois, na maior parte das vezes, percebemos que não passaram disso mesmo e que não os podemos concretizar. É aí que vem a desilusão, a fraqueza, a demência, o sentimento de impotência.
Desisti de sonhar alto de mais; as quedas têm sido grandes. Alimentei inúmeros sonhos que desmoronaram aos meus pés, que me criaram (des)ilusões e que me fizeram sentir fraca. Sem pedir, ouvi mil e uma pessoas a dizer-me o que valia, a segurar-me na mão e a fazer-me acreditar. Sou mais forte que qualquer sonho a desvanecer e que qualquer mundo a aluir. Muitas pessoas me deixaram nos momentos em que mais precisava delas e sei que outras tantas o irão fazer… Nesses momentos o meu mundo caiu, mas quando percebi que o Mundo lá fora não parava para eu consertar os bocadinhos da minha vida, levantei-me, sorri e acreditei que era mais forte que qualquer pessoa que me abandonasse, que qualquer sofrimento que me pudesse causar. Sinto que me entrego demais, que me dou demais às pessoas e fico a gostar mais delas que de mim própria. Claro que acabo na desilusão. Queremos moldar as pessoas àquilo que gostávamos que elas fossem e àquilo que somos para elas mas as pessoas não são como gostávamos que elas fossem. A raça humana é má, disseram-me uma vez. Às vezes acredito nisso. Magoamos os outros, fazemo-los sofrer, abandonamo-los quando precisam de nós e claro, desmoronamo-los os sonhos. Sempre foi assim. Será sempre assim. Num dia, destrui sonhos que criei durante meses e meses. Sonhos que já estavam escritos e sonhos que eu fui escrevendo em cada minuto. Acreditei neles, partilhei-os, mas não os concretizei. Cada vez que isto acontece, torno-me mais forte e aprendo a agarrar cada momento com mais força e mais determinação. Nós aprendemos com cada acção mal cometida, com cada erro indesejado e é isso que nos faz fortes e nos ajuda a enfrentar cada dia com mais um sorriso. Enfrento cada novo dia com um novo sorriso e procuro em cada pessoa com quem me cruzo um par de olhos que complete aquilo que falta. Eu não estou sozinha, disso tenho a certeza. Sei que sempre que cair, vai estar alguém do meu lado para me levantar e para me fazer ver que nem tudo é tão mau como parece. Por vezes, parece que o mundo nos virou as costas e é nessas alturas que precisamos de alguém que nos faça voltar a sentir vontade de sorrir, porque é no sorrir que está a felicidade e é nela que encontramos as mais variadas razões para viver mais um dia, como se fosse o último.Faço analepses e prolepses. Relembro pessoas e revivo momentos. Esboço sorrisos porque na maior parte dos momentos fui feliz. E quando penso no meu futuro, embora saiba que não o deveria fazer, vejo muitas cores. Vejo cores, muitas pessoas a sorrir e muita felicidade. Apesar de tudo, ‘(…) às vezes o nosso futuro é ditado por aquilo que somos e não por aquilo que queremos.’ Ensinaram-me que somos aquilo que podemos e não aquilo que queremos. Eu quero. Quantas vezes dizemos isto? Quantas vezes o fazemos sem pensar nas consequências que isso pode trazer? Na verdade, todos queremos que a vida nos dê algo. Eu também peço que ela me dê algo. A mim bastam-me bons momentos, basta-me partilhar sentimentos, basta-me colorir e Amar das mais variadas formas; essencialmente basta-me Sorrir e Ser Feliz.
Cooperação de Marta Carvalho :D
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Estrelas
As Estrelas nascem e morrem, como todos nós. E transformam-se, tal como nós. Se assim é, se o percurso delas é tão semelhante ao nosso, não seremos também nós uma estrela? Julguei que sim e disseram-me que não; que o percurso das estrelas já um monte de gente o sabe mas que o percurso que cada um de nós faz não e que aquilo que ainda está para vir, que ainda falta viver, é cada um de nós que o escolhe e portanto ultrapassamos as estrelas. Na verdade, tal como acontece connosco, também a vida delas e a forma como ela acaba depende de uma série de factores e condicionantes. Elas explodem, nós explodimos. Elas consomem o hélio, nós consumimos o oxigénio, consumimo-nos uns aos outros, consumimos vidas que afinal não são nossas mas que teimamos querer viver. Elas fragmentam-se e nós fragmentamo-nos. E deixamos que os nossos fragmentos atinjam e se espalhem pelo Universo de alguém. Às vezes, sem querer, são esses fragmentos que nos prendem a esse alguém a quem ocupamos parte do Universo e, portanto, da Galáxia.
Já viste alguma estrela cadente fugir-te por cima dos olhos? Eu não preciso de olhar para o céu para as ver. Basta que passes por mim.. brilhas em qualquer momento e os meus olhos brilham só de olhar para ti. Afinal, foram os teus fragmentos que preencheram as lacunas existentes em mim e completaram a minha Galáxia.
domingo, 22 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Um
