Eu escrevo a minha história. Meto os pontos e as virgulas porque eu é que sei o que é que tem fim. E à noite quando adormeço aperto os dedos uns contra os outros e odeio-me a mim mesma. Tenho, afinal de contas, graves problemas de pontuação.
« Quem vive não escreve e quem escreve não tem tempo para viver. » - Preciso de escrever para sentir qe a vida não passa por mim em vão.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Pontuação
Eu escrevo a minha história. Meto os pontos e as virgulas porque eu é que sei o que é que tem fim. E à noite quando adormeço aperto os dedos uns contra os outros e odeio-me a mim mesma. Tenho, afinal de contas, graves problemas de pontuação.
domingo, 31 de maio de 2009
Promessas
Não sei ao certo como será esta vida e muito menos o que o destino me reserva. Sei apenas que seria feliz, se ficasse ao teu lado. Queria que esquecesses todos os planos para o futuro; eu esqueço todos os teus erros. E esquecemos os dois as desilusões mutuamente causadas. Eu não te peço uma segunda oportunidade. Tu já me deste a razão, mas não me deste a escolha. E ainda bem que não deste porque eu iria cometer o mesmo erro, outra vez.
Hoje, já podemos quebrar todas as nossas promessas. Eu já não mantenho mais nenhuma e há muito que tu anulaste as tuas. Gostava apenas que conseguisses olhar para dentro de ti mesmo, como eu faço quando te olho nos olhos, e visses a mentira que és. Tira a máscara e despede-te de todas as falsas ilusões. Corre. Corre para longe e arranja conforto na dor. Um conforto igual ao que eu arranjei na tua ausência. Mas faz como eu. Guarda o que é nosso. Guarda os sorrisos, os olhares, as palavras, as promessas (que agora quebramos), os momentos, a sinceridade, a cumplicidade. Guarda na memória os momentos felizes. Guarda-os numa caixinha, porque um dia vais ter de a abrir e (re)viver tudo de novo. Prometo. E não vou quebrar esta promessa.
Vamos começar de novo. São mais que palavras.
Amor.
sábado, 25 de abril de 2009
Perguntas
domingo, 12 de abril de 2009
Podias
Podias. Pois podias. Tu podias tanta coisa. Podias não ter desistido, podias ter lutado um bocadinho mais. Podias não me ter criado ilusões, podias não me ter mentido. Podias ter-me avisado que eu ia apenas servir de veículo para conseguires o que querias mas acabaste por não conseguir. Podias ter-me ouvido e não ouviste. Podias não ter começado mas começaste. Podias acabar e também não acabas. Prestas atenção aos meus problemas e podias não prestar. Ouves os meus segredos e podias não ouvir. Tocas-me e podias não me tocar. Abraças-me e também podias não o fazer. Sorris. E quando o fazes eu encho-me de orgulho por, de uma forma qualquer que ainda não percebi, te ter na minha vida. Podias gostar de mim. Podias amar-me de outra forma. Podias. Pois podias! Podias ter-me avisado que ias entrar na minha vida. E tu, tu podias ter-me dito que ias sair quando menos o podias fazer. Podiam. Podiam era fazer o que nunca fazem. Acertam sempre ao lado!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Noites
A cadeira da minha varanda espera-me, enquanto por casa impera o silêncio. Sento-me e limito-me a observar tudo aquilo que os meus olhos conseguem alcançar. Já anoiteceu e não consigo ver a Lua. Pelo contrário, ouço os carros e vejo as luzes. O meu vizinho da frente janta sozinho enquanto a mulher cumpre o ritual de se sentar horas seguidas em frente a um monitor. Os carros passam, os aviões levantam voo e levam consigo centenas de vidas para qualquer outro ponto geográfico que desconheço por completo. Às vezes tenho vontade de ir lá dentro, entregue a um destino qualquer que por enquanto também não conheço. Aquilo que me rodeia são apenas montes de vidas. Para onde quer que vá, é com elas que me cruzo. Olhares carrancudos, sorrisos ausentes. O que é que escondem as pessoas com as quais me cruzo todos os dias? Que segredos guardam e levam consigo?
É justamente quando aqui me sento e fito o horizonte que toda a minha vida me passa em revista pela mente. Com quantas pessoas me vou cruzar ainda? O que é que me vão trazer de novo? Que momentos me vão proporcionar, que segredos vamos partilhar? Quantas pessoas serão capazes de mudar a minha vida? Quantas gostarão de mim como sou e não me criticarão todos os dias? Quantas delas me vão amar? Quais delas vou eu amar? Afinal o que é que a vida reserva a cada um de nós? Eu sei que não devia gastar horas do meu dia a pensar em coisas que devia simplesmente deixar que acontecessem, mas torna-se inevitável tentar decifrar as incógnitas do futuro. As do passado já resolvi; e errei em tantas delas que choro por dentro só de pensar.
Não sei, de facto, o que vai acontecer. E prefiro que assim seja. Talvez amanhã seja eu a observada. Talvez amanhã me vejam a mim em frente a um monitor… ou talvez amanhã seja eu a ir no avião que alguém observa da janela de casa. Talvez tentem decifrar o meu destino como eu fiz hoje aos passageiros do avião. Façam-no. Percam tempo a tentar. O tempo há-de encarregar-se de me mostrar para onde é que tenho de ir.
24032009'20.46
sexta-feira, 6 de março de 2009
Mentiras
Agora é tarde demais para esclarecer as tuas dúvidas, as tuas incertezas e os teus sentimentos. Um dia, vais perceber que todas as mentiras que me contaste, que todas as histórias que começaste e não terminaste ou que nem chegaste a começar me tornaram numa pessoa diferente daquela que conheceste. Mais amarga e mais fechada. E que infelizmente, deixou de conseguir confiar nas tuas palavras. Não tentes aproximar-te. Não tentes voltar a fazer de mim um objecto. Não tentes sequer enredar histórias porque não vou conseguir acreditar em nenhuma. Deixa de me perseguir. O fim do meu atalho não tem o teu nome. A estrada é toda tua. Corre (para longe).
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
080922
São praticamente três da manhã e há já algumas horas que a casa está em silêncio. Lá fora não chove. Desliguei a televisão; hoje não me apetece viver a vida das outras pessoas. Ao meu lado está matéria de 4 meses para estudar. Restam-me dois dias para o fazer. O tempo urge, de facto. E eu apercebo-me disso quando olho para trás e vejo o que já vivi até aqui. Acho que ultimamente tenho pensado demais. Melhor, acho que ultimamente tenho sentido demais. Não posso nem vou negar que os últimos 5 meses mudaram drasticamente a minha vida. E juro que não a imagino sem ser assim… stressante, cheia de constantes desilusões, grandes batalhas, escassas vitórias. Uma vida onde o tempo passa a voar, onde mil olhares se cruzam e se esboçam sorrisos. Se há três meses me perguntassem se estava arrependida, diria que sim. Se hoje o fizerem digo, convictamente, que não. As minhas desilusões são menos importantes que tudo aquilo que já me fizeram viver e que tudo aquilo que me ensinaram. E se hoje tive o pensamento de que, ao enfrentar isto, deixei coisas para trás, de repente percebi que nada do que é verdadeiramente importante fica para trás; se na verdade ficou foi porque não teve força (nem importância) suficiente para continuar.
Obstáculos, derrotas, desilusões. Eu sei que virão. Já vieram outras e eu superei. E agora, sinto-me até um bocadinho mais forte que antes, um bocadinho mais amada que antes, um bocadinho mais completa. Sinto que tenho mais para dar. E melhor que isso, sei a quem posso dar. Chama-se Ligação. E é Perfeita.
04022009